Juliana Gomes Pereira

10/09/15

Como são 03 congressos em um evento, abrangendo psiquiatras da infância e adolescência, neuropediatras, pediatras, psicólogos, fonoaudiólogos, teraputas ocupacionais, educadores e outros profissionais envolvidos nos cuidados com crianças e adolescentes, está muito difícil escolher qual palestra assistir. A riqueza de temas está um capricho e a relevância é atual e estimula o desejo de pensarmos em mais estratégias e modelos de identificação e tratamento.

Parece evidente a necessidade de um olhar mais aprofundado para a detecção precoce de sinais e sintomas, a observação e capacidade dos profissionais de identificar o desenvolvimento normal desta faixa etária, os cuidados com a atenção primárias e o investimento em prevenção de saúde mental. 

III CONGRESSO INTERNACIONAL E XXIII BRASILEIRO DA ABENEPI

XXIII CONGRESSO ANUAL DE LA AINP

XX CONGRESSO LATINOAMERICANO DE FLAPIA

Data: de 09/09/2015 até 12/09/2015

Local: Campos do jordão - SP

Temas: SAÚDE, EDUCAÇÃOE DIREITOS: Crianças e adolescentes são prioridades?

 

www.abenepicongressos.com.br

 

Eu e a minha amiga-autora, Tatiana Malheiros Assumpção,  do livro Psiquiatria da Infância e Adolescência: um guia para iniciantes (Editora Sinopsys- 2014) escolhemos assistir ao Dr José Raimundo da Silva Lippi, http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783672A4, pelo excelente profissional e pela oportunidade de nos fazer pensar em algo novo, diferente do que temos acesso somente lendo em livros. Ele apresentou " O inconsciente originário: Da psicanálise à neurociência, coordenado pelo Dr. Antonio de Carvalho de Ávila Jacintho. Abordou a idéia central de Kihlstrom (1987) sobre uncionamento do processamento inconsciente é a deque o cérebro efetua muitas operações complexas, cujo resultado pode se transformarem conteúde consciente, embora não tenhamos acesso à operações que originam este conteúdo. Discutiu sobre as memórias falsas, a epigenética, a incompletude humana e a expansão do universo mental. A evolução faz-se necessária a fim de aumnetar sua capacidade de aprender da experiência para atender à exigênciade adaptações rápidas durante o processo de humanização. O nosso saber pela sobrevivência está impresso no DNA mas, levamos, como humanos, mutios anos, para podermos viver sozinhos e a capacidade de socializar e conviver com as diferenças levam à autonomia social. Assim, é necessário prosseguir na busca, tanto na realidade externa como na interna, de objetos que satisfaçam a pré-concepção.

Cita o trecho da música "Solidão", de Tom Zé: "Na vida, quem perde o telhado, em troca recebe as estrelas". Precisamos expandir nossas mentes para ampliarmos nossa compreensão e também acessarmos melhor os nossos pacientes.

Inspirador!